Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

POESIA-ME

Quando a triesteza e solidão engolfam a minha alma; eu escrevo.

POESIA-ME

Quando a triesteza e solidão engolfam a minha alma; eu escrevo.

senti um vazio doloroso quando te foste. mas comecei a amar-me, e passou

o teu corpo ainda é o teu corpo.
as tuas palavras ainda são tuas.
tu não deste nada a ninguém,
apenas o deixaste ver,
aquilo que mais ninguém vê
e
aquilo que mais ninguém conhece.
mas os teus sentimentos ainda são os teus sentimentos.
os teus pensamentos ainda são teus.
tu não te deste, não te entregaste.
tu não te manchaste.
a tua boca ainda é a tua boca.
as tuas mãos ainda são tuas.
e
se sentires que uma parte de ti está em falta,
lembra-te que ainda a tens,
e ela é tua.
somente te esqueceste
de onde a deixaste.

           

                                         15/08/2017

publicado às 18:54

gosto tanto dos teus olhos; mas só se eles estiverem a olhar para mim

Gosto do contraste das nossas peles; a minha cor de porcelana faz o teu tom moreno parecer mais reluzente.

Gosto do ardor nos olhares das pessoas quando estamos juntos; elas questionam-se se somos amigos ou conhecidos, estranhos ou amantes.

Gosto dos teus dedos entrelaçados nos meus; o teu calor consegue sempre aquecer as minhas mãos geladas.

E quando não estou contigo, imagino que estou. Imagino que estamos juntos, tu e eu.

Sempre tu e eu...

 

Talvez seja esse o problema;

Gosto demasiado de nós e não o suficiente de ti.

 

                                    

                                                                                 30/07/2017

publicado às 13:21

não sei não dar tudo de mim

Suponho que te devia ter dito que as minhas emoções não têm meias medidas.

Devia ter-te contado que a minha tristeza nunca falha em levar-me às lágrimas e, que a minha alegria se deixa sempre transparecer no meu sorriso. A minha cólera incendeia a minha voz, e o meu ciúme torna o meu olhar áspero e distante.

Não sei sentir pouco; ou me deixo mergulhar numa imensidão avassaladora de sentimento, ou então não sinto de todo.

Não sei sentir pouco. Não sei não dar tudo de mim.

Agora vejo que te devia ter dito que não sei beijar-te os lábios sem que as minhas mãos vagueiem para a tua nuca e te puxem para mais perto de mim.

Não sei limpar-te as lágrimas sem saber primeiro o que as fez deslizar pelo teu rosto. Não sei olhar nos teus olhos e pensar noutra coisa se não em ti. Não sei dizer-te palavras sem as sentir.

Não sei dar-te a mão a pensar em largá-la um dia.

Não consigo evitar. Não fui feita para conversa fiada e casos de uma noite.

Fui feita para a intensidade, o caos, a liberdade. Fui feita para sentir a mais profunda agonia e a mais calorosa das felicidades.

Talvez seja por isso que não tenha muitos amigos; talvez isso explique a efemeridade das minhas relações.

Aborreço-me com o pouco, com o falso, com o simpático. Não quero perder o meu tempo a viver na insatisfação.

A culpa é minha, reconheço. Devia ter-te sido honesta.

 

Saíste preparado para a chuva mas nunca esperaste que se tornasse numa tempestade.

 

                                                                                                                                                          09/07/2017

publicado às 23:47

amor.

Eu soube que era amor,
quando me sentei para escrever e a caneta não deslizou pelo papel.
Porque eu não sabia como descrever o sentimento gravado na minha alma, que transparecia na minha pele arrepiada e faces rosadas.
Eu soube que era amor,
quando não reconheci as emoções que a tua existência me causavam; quando não reconheci a melodia do meu próprio coração.

Eu soube que era amor

Porque aquilo que estava a sentir,
Eu nunca havia sentido antes.

12/03/2017

publicado às 17:38

cabeça/coração

Quando é que mudaste de ideias?

Quando é que olhaste para os meus olhos e deixaste de ver estrelas? Quando foi que paraste de querer aquecer as minhas mãos gélidas com o calor das tuas?

Qual foi o momento exato em que planeaste a última vez em que nos agarraríamos um ao outro, nos sentiríamos um ao outro, nos veríamos um ao outro?

Quando falaste comigo naquele dia, sabias que essas iriam ser as últimas palavras que alguma vez me irias dizer?

Quando é que foi, que mudaste de ideias?

Preparaste o teu coração e o teu corpo para a despedida? Ou já sabias que eles iriam ter outro alguém para se ocuparem quando eu desaparecesse para sempre?

Foram mesmo as tuas ideias que mudaram? Foi a tua mente que decidiu que não me querias mais na tua vida, ou...

Ou foi o teu coração?

publicado às 14:39

àquele que me partiu o coração

Pelas mãos me saem as palavras que tão hesitantemente tentei proferir enquanto pude, enquanto devia e enquanto não fui capaz.
Porque no meio dos meus pensamentos turvos, a tua imagem era a única coisa que a minha mente tinha como nítida e, algures por entre os gritos ensurdecedores da minha consciência, a tua voz soava como a minha canção preferida.
Não me arrependo do que te dei e não me arrependo de ter aceite o que me escolheste dar.
Mas o meu peito ainda arde com a chama que acendeste dentro de mim e a minha pele ainda se arrepia com saudade do teu toque. Ainda sinto o fantasma da tua mão envolta na minha garganta, e o calor dos teus dedos entrelaçados nos meus.
E sinto-me grata por todos os centímetros do meu corpo que a ponta dos teus dedos alcançaram, e por todos os segundos em que os teus lábios tocaram nos meus.
Todas as coisas que me disseste, tenho-as guardadas na minha cabeça e todas as palavras que te disse, estarão para sempre gravadas no meu coração.
E prometi a mim mesma que não iria chorar quando te fosses, porque sabia que a tua estadia iria ser breve, mas com o caos que está à minha volta e com que eu vivo todos os dias, precisava de um momento de fraqueza. E precisava de ti para sarar as feridas que tu próprio deixaste.
E enquanto olhei para os teus olhos durante os poucos segundos que me restavam, neles vi aquilo que outrora senti;
às vezes a poesia não se escreve.
Por vezes ela cresce, gradualmente, no brilho dos candeeiros de rua a refletir-se no rosto de alguém, ou então ela nasce, inesperada, dentro duma pessoa. E, de repente, todos os seus pensamentos são arte, todas as suas palavras são música, todas as suas lágrimas são tinta derramada.
Tu és um poema. E eu adoro poesia.

 

publicado às 16:58

a minha alma não te a consigo dar

Disse-te que depressa só causa estragos, mas tu arriscaste, e eu, bêbada de curiosidade, deixei que me guiasses. Agora arrependo-me de não ter posto os travões nisto. Embatemos e estás estendido no chão e, eu sou egoísta de mais para te conseguir salvar. Perdoa-me se o meu corpo não é o suficiente, ou se as minhas palavras ocas não te enchem o coração. Mas a minha alma não te a consigo dar. Não me consigo entregar a ti como tu te entregas a mim, e provavelmente nunca o conseguirei. Perdoa-me não ter a coragem de te o explicar, mas a fala não é o meu forte. E tampouco é o amor.

publicado às 19:24

...

Voo mais alto do que os homens

Pois um homem eu não sou

Sou uma ideia, um conceito

Algo que ainda não despertou

 

Sou o presente e o futuro

Sou o passado inalterado

Sou a que ora a quem não ouve

Sou a que deseja a liberdade

 

Nua e descalça, padecida enfim

Sou a que anseia pela madrugada

Num mundo só, estou só assim

Sou a que vive desconsertada

publicado às 16:43

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D